Domingo, 29 de Julho de 2007

Votação: Qual a sua opinião sobre a imprensa escrita setubalense.

Terminou hoje a votação sobre a imprensa escrita setubalense (I.E.S) . Os resultados foram bastante expressivos. 41% dos votantes é da opinião que a I.E.S é satisfatória, 4% consideram que é má e 56% que é péssima.

Pessoalmente, gostaria que a imprensa escrita setubalenses tivesse em consideração exemplos de outros jornais regionais como o célebre Jornal do Fundão, a Gazeta das Caldas, o Diário de Coimbra, entre outros. Tem sido feitas algumas modificações para melhor sobretudo no jornal Correio de Setúbal / Sem Mais. Penso que o rumo que estão a delinear poderá trazer grandes benefícios dentro de uns anos. Para tal, contudo, é preciso que não estagnem.

2 comentários:

Joel Marques disse...

Caro Mendez,

A imprensa local, em Setúbal, sofre de dois graves problemas.

Em primeiro lugar, existe uma grande resistência dos setubalenses relativamente à informação produzida localmente. Quando falas do Jornal do Fundão ou do Diário de Coimbra, não referes a forte implantação que os mesmos têm na sociedade em que se inserem, bem como o elevado número de assinantes que lhes permite fazer apostas de futuro, tendo o presente assegurado.

Segundo, a imprensa local tem, em Setúbal, vivido ao sabor da torrente de pressões de que é alvo. Poucos são os artigos de opinião, e poucas as entrevistas. Aponta-se o dedo na penumbra, mas não se dá a cara.

Por outro lado, a má imagem que os setubalenses têm da sua imprensa local (e, em abono da verdade, os votantes desta sondagem reflectem bem o que ouvimos nas conversas de café), mais não é que a má imagem que têm da cidade em si. Urge mudar isto.

Uma palavra de apreço ao CS/SMJ, pela mudança de imagem e de conteúdos. É pela coragem de mudar que lá vamos.

Joel Marques disse...

Uma pequena referência, que completa o comentário anterior: os assinantes dos jornais referidos (Jornal do Fundão e Diário de Coimbra), são, numa boa parte, não residentes no Fundão ou em Coimbra. Ou seja: estes jornais têm um forte poder de penetração fora da própria comunidade local. Refira-se que Coimbra é terra de estudantes, que quando regressam a casa trazem consigo um pedaço da cidade (o jornal). Quando ao Fundão (e toda a Beira Interior), é terra de emigrantes, que tudo fazem para ter consigo um pouco da casa que deixam para trás.

Setúbal é terra de acolhimento para muitos migrantes (os meus antepassados, por exemplo, vieram de Serpins, Castelo Branco, Lagos, Murtosa...). O sentimento de pertença (in)existente, as recordações da infância passada, levam muitas vezes a que não haja essa busca por informação do sítio onde se vive, mas sim da terra de onde se veio).

Não sei se concordas...